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Fortalecimento do segmento lácteo é uma das metas do Governo de Pato Bragado

Nos últimos meses o cenário macrorregional da bovinocultura de leite não é dos mais animadores. Embora o país esteja entre os maiores produtores de leite do mundo, com relevante participação no Produto Interno Bruto (PIB), o segmento lácteo já não representa mais uma fonte de renda que contribui significativamente para permanência do homem no campo, principalmente para os pequenos produtores.

Diante desse impasse, a administração de Pato Bragado está em busca de novas alternativas de auxílio e incentivo ao setor. Segunda-feira (29), prefeito Leomar Rohden, o Mano, vice John Nodari e a secretária de Agricultura e Meio Ambiente, Jaqueline Vanelli promoveram uma reunião com médicos e técnicos veterinários do município.

Num primeiro momento, a secretária apresentou as classes de produção existentes no setor, que variam de 500 a mais de 20 mil litros/mês. Ela expôs ainda que há cerca de 10 anos o município contava com mais de 300 produtores de leite e que hoje esse número permeia os 100, em consequência do êxodo rural.

Médicos e técnicos veterinários apontaram diversas causas para o êxodo rural, como o desfalque de mão de obra, custos de produção com insumos muito caros, dependência de infraestrutura, migração dos filhos de produtores do campo para a cidade, uma vez que os jovens crescem acreditando que a renda oriunda do leite não é viável, além da falta de tecnificação e planejamento.

 

NOVAS ALTERNATIVAS

De acordo com a secretária, a maior parte dos presentes concordou que são necessárias novas ações possíveis e eficientes para que o leite se mantenha rentável, com alimentos alternativos, planejamento forrageiro, palestras, cursos e campanhas online. “São ações que vão amenizar a situação e melhorar o setor”, incrementou o vice-prefeito.

O prefeito Mano defendeu a necessidade de melhorias no setor da bovinocultura de leite, desde a procura por alimentos que tenham eficiência nutricional, assim como a semente de milho e outros subsídios já fornecidos pelo Governo Municipal. No caso do milho disse que é preciso pensar em variedades resistentes e melhoradas para este setor.  

O gestor mencionou que é preciso analisar também a possibilidade de melhorar o programa de incentivo à cama de aviário, criar novos programas, assim como rever as patrulhas rurais, uma vez que conforme o consenso da maioria dos participantes, os produtores também devem se sentir estimulados a buscar o associativismo.